As conclusões apontam para a necessidade de reforçar a formação dos professores, melhorar as acessibilidades físicas nas escolas, aumentar o número de assistentes e técnicos especializados e promover uma cultura escolar mais inclusiva, assente na igualdade de oportunidades e na valorização da diferença.
De acordo com os resultados, 71% das pessoas com deficiência afirmam sentir-se incluídas no seu percurso escolar. Ainda assim, persistem barreiras arquitetónicas, limitações nas acessibilidades e atitudes negativas por parte dos colegas, fatores que continuam a condicionar a participação plena e a contribuir para situações de exclusão e, em alguns casos, de bullying.
A perceção dos encarregados de educação revela-se mais crítica. Apenas 52% consideram que os seus educandos se sentiram incluídos na escola, destacando como principais obstáculos a falta de apoios especializados, a escassez de recursos adaptados e a inadequação de algumas medidas de apoio existentes.
No que diz respeito aos profissionais da educação, a maioria reconhece os esforços desenvolvidos pelas escolas na promoção da educação inclusiva. Cerca de 86% consideram que as escolas fazem o suficiente, embora mais de metade admita que é possível fazer mais. Entre os desafios mais referidos estão a falta de formação específica em inclusão, o reduzido número de técnicos especializados e a insuficiência de recursos pedagógicos e tecnológicos. Contudo, a maioria dos docentes refere abordar práticas de inclusão em sala de aula, reconhecendo a importância da sensibilização junto dos alunos.
Este inquérito teve como objetivo analisar práticas existentes, identificar barreiras à inclusão e sinalizar áreas de melhoria nas escolas portuguesas. Desenvolvido através de um questionário online, teve a participação de 436 inquiridos, entre pessoas com deficiência, encarregados de educação e profissionais do setor.
Com base nestes resultados, a Associação Salvador reafirma o seu compromisso com a promoção da educação inclusiva, apostando em ações de sensibilização junto das comunidades educativas e na formação “Práticas de Inclusão nas Escolas”, da Academia Salvador. Um contributo contínuo para a construção de escolas mais acessíveis, equitativas e inclusivas, onde todos têm a oportunidade de aprender e participar ativamente.
Manifestamos a nossa sincera gratidão à Fundação Semapa Pedro Queiroz Pereira, cujo apoio decisivo a este projeto e a outras iniciativas que desenvolvemos, permite oferecer formação certificada gratuita e ampliar, de forma inclusiva, o acesso a atividades de sensibilização.
